Panoramio - Lista de Fotos

Mostrando postagens com marcador Políticas de combate à discriminação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Políticas de combate à discriminação. Mostrar todas as postagens

21 maio 2008

Racismo Made in Brazil



uer parecer-me que a Rede (Internet) trouxe muito do que pode ser bom para os povos
oprimidos secularmente - tanto sob motivações pseudo-científicas como econômico-militares; por outro lado, também abriu as portas (dadas já as condições históricas que sustentam - inclusive - tais práticas de racismo) para um desmesurado tipo de racismo pouco difundido no Brasil: o do tipo aberto.

é de se notar que, mesmo a Rede trazendo as facilidades de reunião desses tipos sociais (racistas enrustidos/acanhados), o receio e o medo de uma exposição judiciosa e penal (Racismo no Brasil é crime!) ainda garantem certa dormência desses movimentos eugenistas.

ficam a vagar pela Rede, esquivando-se atrás de nomes protótipos de pessoas de bem, como a cópias malfeitas de personalidades assumidamente racistas, desde os latifundiários e sertanistas (homens de Bandeiras) do período colonial, passando por ilustres figuras públicas como Gobineau/Dom Pedro I, Sílvio Romero, Nina Rodrigues, Gilberto Freyre e culminando em Paulo Francis (plagiário) e seus seguidores mais contumazes.

a imagem acima (ficou mais fácil ilustrar o que digo depois que descobri o atalho ctrl+printscreen) faz parte de um fórum aberto em que a temática esteve ligada à violência na África do Sul. entre camuflados e abertos, podem-se vislumbrar várias nuanças de discriminação étnica e também sócio-cultural.

aquilo que não tenho de dor ao ver tais visões de mundo, dei ao diabo o bem que poderiam trazer-me.
eis o atalho para quem queira abastar-se de tanto:

http://www.brazzilbrief.com/viewtopic.php?p=279133&sid=763ad27174d4e28b8ba4c7fd7039845a


....----....

05 julho 2007

Lista Negra e Lista Branca

Reclamar faz a diferença contra o racismo institucional?
No caso a seguir, sim.

A imagem abaixo foi capturada do serviço de mensagens eletrônicas (e-mail) da Universidade de São Paulo (USP), no dia 04 de junho de 2007 - às 16:58 horas.

Aparentemente não havia nenhum defeito técnico com o serviço, a não ser o de estar ali um visível problema histórico a que boa parte dos brasileiros vem sendo submetida desde os anos iniciais da colonização dessas terras.


agora a mesma imagem com destaque:




Logo em seguida, escrevi a mensagem abaixo para o serviço de atendimento aos usuários do webmail e também à Seção Acadêmica do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE-USP), ao qual sou vinculado como aluno.


_______________________________________________________
data: 04/06/2007 18:11

assunto: "Lista Negra"...

enviado por: jhrguaicuru@gmail.com

_______________________________________________________
olá, consultor(a)
gostaria de saber o que é "lista negra".


por acaso isso é o equivalente a "Lista de mensagens/remetentes indesejáveis"?

entendo que o uso desse termo já está consagrado como ideologia dominante do que é bom, sendo branco, e ruim o que é negro, preto, etc...

termos como esse já são conhecidos de boa parte de nós e também temos a dimensão redutora que carrega, como também "ovelha negra", "patinho feio" - porque negro ao nascer - "a coisa tá preta" e assim por diante.

na atual fase de consciência democrática e de respeito as diferenças étnicas, políticas, culturais, religiosas, etc, não nos soa bem termos que carregam embutidos em suas idéias, discriminações e preconceitos desse tipo, já bem conhecidos da universidade, ainda mais a que tem o porte da USP.

não tenho dimensão do que significa alterar o ícone para outra proposta, em termos de informática e programação, essas coisas..., mas sim sobre o que esse tipo de mascaramento da realidade pela falsa democracia racial - tão propagada - pode acarretar no endurecimento de idéias distribuídas pelos veículos representantes de uma "etnia" branca e "superior" em usuários desse sistema.

creio que alterar o termo para um outro que diga exatamente o que significa seja menos difícil do que enfrentar os mais de 400 anos de escravidão e discriminação das etnias africanas e indígenas e suas resultantes miscigenações, ou mesmo ter que "aceitar" esse tipo de idéia exposta numa tela virtual de uma grande universidade.


creio que o espaço do endereço eletrônico também deve ser discutido com seus usuários, principalmente em relação a questões como essa, por exemplo, pois a universidade é um dos poucos lugares em que se pode fazer isso sem prejuízo do engrandecimento de todos perante as divergências.



obrigado.

no aguardo de sua resposta, subscrevo-me.

E.d.: Em tempo, envio uma cópia para a reitoria adequada para pronunciamento sobre a questão.

_______________________________________________________

No entanto, não obtive respostas nem da secretaria do MAE e nem do Centro de Computação Eletrônica da USP (CCE), responsável por desenvolver e manter o serviço de mensagens eletrônicas da universidade.



Mas no início deste mês entrou em atividade a nova versão que estava em teste (que apresentava o assunto acima).

Surpreendentemente traz as mesmas funções para os ícones questionados, conquanto com novos nomes!

veja abaixo:






A dita "reclamação" pode não ter sido a motivadora da mudança em última instância, mas o que se espera, minimamente, de uma instituição pública produtora de conhecimento e formadora de idéias e pessoas, foi garantido.

"Trabalhadores de todo o Mundo: Unamo-nos!"

nômade, de qualquer jeito e em qualquer tempo...

nômade, de qualquer jeito e em qualquer tempo...
"...eu sou assim, quem quiser gostar de mim, eu sou assim, meu mundo é hoje, não existe amanhã pra mim, eu sou assim, assim morrerei um dia, não levarei arrependimentos nem o peso da hipocrisia..." Paulinho da Viola